A UTI Neonatal do Hospital Universitário
Alzira Velano, já está atendendo
pacientes pelo SUS, convênios e particulares.
A unidade construída e instalada para atender
especialmente recém nascidos , de Alfenas
e região conta com 12 leitos- seis leitos
intensivos e seis intermediários, em salas
amplas, com equipamentos modernos, e uma equipe
multidisciplinar formada por profissionais de
várias áreas da saúde.
A UTI que está pronta há dois anos,
e só agora foi credenciada pelo SUS, vem
atender os recem- nascidos de todo sul de Minas,
pelo SUS , suprindo a carência de leitos
na região. Há falta de leitos de
UTI neonatal em todo país e no Estado,
já que o investimento para a construção
e equipamento de uma unidade é altíssimo,
a manutenção é extremamente
cara e o que é pago pela diária
não cobre os custos operacionais.
Mas as UTI são necessárias e importantes.
São elas a esperança para reduzir
a taxa de mortalidade de recém nascidos
no país que se equipara, em muitas regiões,
a de países africanos. Em Minas, onde as
condições de saúde são
consideradas muito boas, em cada mil nascidos,
15,5 morrem no período neonatal, taxa que
ultrapassa a mais de 20 no norte , às vezes
35 e até 40 em algumas cidades no Jequitinhonha.
Em Alfenas, no ano de 2003, o índice foi
de 18 mortos em 1083 nascidos, segundo informações
da DADS- Diretoria de Ações Descentralizadas
de Saúde.
A UTI é o instrumento mais eficiente para
fazer frente a estes números e diminuir
a mortalidade neonatal.
A UTI neonatal é um espaço reservado
para tratamento de prematuros e de bebês
que apresentem algum tipo de problema ao nascer.
A unidade possui uma estrutura física diferente
de outras UTI de crianças maiores e de
adultos, e o atendimento segue uma metodologia
e filosofia de atendimento diferenciadas. O tipo
de problemas que os bebes apresentam ao nascer
e no primeiro mês de vida são diferentes
das outras faixas etárias. Nem sempre os
bebes internados nas UTI neonatais estão
doentes. Algumas vezes eles estão apenas
crescendo e se tornando aptos para respirar, sugar
e deglutir. A médica pediatra e neonatologista
Annie Beatriz de Carvalho, da UTI neonatal do
Alzira Velano explica que "O bebê prematuro
necessita de cuidados especiais, é muito
frágil e sensível, ele sempre tem
problemas respiratórios, baixo peso, às
vezes alguma infecção e a imaturidade
de alguns órgãos que ainda não
estão formados, principalmente o pulmão".
Ela esclarece, que o período neonatal vai
do nascer até o28 dias de vida, mas para
internação na UTI, há exceções,
crianças que já estejam internadas,
podem permane cer após. Os recem- nascidos
antes do tempo ideal, com baixo peso, são
na maioria filhos de mãe que tiveram gestação
de alto risco, por serem adolescentes, ou adultas-
acima dos 40 anos- ou que tenham problemas de
saúde como diabetes, pressão alta
e que as crianças sejam gêmeas, informa
a médica. Na UTI neo natal, os bebês
prematuros ou com problemas ficam nas incubadoras,-
um berço em acrílico transparente,
fechado, com equipamentos de suporte, como ventiladores
artificiais, monitores e controle térmico.
A incubadora é confortável e tem
a temperatura certa e as condições
ideais para a criança sobreviver, melhor
que isto, só mesmo o útero materno
que afirma a médica é incomparável
e inigualável.
Atuam na UTI neonatal do Alzira Velano uma equipe
especializada, multidisciplinar, formada por sete
médicos, quatro enfermeiros com formação
superior,18 técnicos e dois auxiliares
de enfermagem, uma fonoaudióloga, uma fisioterapeuta,
e vários outros profissionais da equipe
de apoio: médicos radiologista, cardiologistas
e neurocirurgião, e mais nutricionista,
laboratoristas, e pessoal técnico para
a higiene e limpeza que atuam especificamente
no setor.
Na UTI, a fonoaudióloga Maria Rita Labegaline
Moreira faz orientação da sucção,
estimulando a amamentação, ensina
as mães a amamentar, faz avaliação
auditiva com o teste da orelhinha, para detectar
precocemente problemas de audição
para que se possa, com o diagnóstico, corrigir
os possíveis problemas.
No final dos anos 80 e início dos anos
90, surgiu o tipo híbrido de cirurgia para
obesidade, o qual associava a restrição
através da redução do estômago
com uma leve má absorção
através da diminuição de
apenas 1 metro do intestino delgado. Esta cirurgia
foi desenvolvida pelo cirurgião colombiano
Rafael Capella, radicado nos Estados Unidos e
leva o seu nome.
Com essa técnica a perda ponderal média
após 1 ano chega a 40 % do peso pré-operatório
e mantém-se assim com o passar dos anos.
Esta é atualmente a técnica mais
utilizada em todo o mundo, inclusive no Brasil,
sendo considerada no momento o padrão ouro
do tratamento cirúrgico da obesidade mórbida.